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28 janeiro 2012

Oi, queria marcar depilação com a Penélope...


O texto relata como é realmente o procedimento de uma depilação, e como as mulheres se sentem ao deixar a perereca inteiramente bonitinha, higiênica e confortável.

"Tenta sim. Vai ficar lindo."
Foi assim que decidi..
Por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha.

Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve.
Mas acho que pentelho não pesa tanto assim.
Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa.

Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria.

Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?

Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui.

Assim que cheguei, Penélope estava esperando.
Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal.
Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado.
Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor.
De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas.

Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas.
Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca.

Mas a Penélope mal olhou pra mim.
Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha.
Ali estavam os aparelhos de tortura.
Vi coisas estranhas.
Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça.

Meu Deus, era O Albergue mesmo.
De repente ela vem com um barbante na mão.
Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- É... é, isso.


Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pelos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.

Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei.

De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?

Ela riu. Que situação.
E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem.

Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal.
Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca.

Não tive coragem de olhar.
Achei que havia sangue jorrando até o teto.
Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu.

Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa.
Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?

Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha".
Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
O processo medieval continuou.

A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope.
Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.

Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que ideia.

Mas topei. Quem está na maca tem que se lascar mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.

Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas.

Estavam bem perto dali.
Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo.
"Me leva daqui, Deus, me teletransporta".

Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada.

Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida.
E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.

Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope.
Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar.

Eu não podia ver o que Pê via.
Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê.
Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena?

Nem minha ginecologista.
Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la.

Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.

Mas de repente fui novamente trazida para a realidade.
Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks.
Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação.

Sei que ela deve ver mil cus por dia.
Aliás, isso até alivia minha situação.
Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos?

E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento.

Pê puxou a cera.

Achei que a bunda tivesse ido toda embora.
Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali.
Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais.

Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez?

Virei e segurei novamente a bandinha.
E então, piora. A bruaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?

Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos.
Era dor demais, vergonha demais.

Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem?
Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito.
Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pelo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.

Foram dois segundos de choque extremo.
Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho?
Mas o choque foi substituído por uma total redenção.

Ela viu tudo, da perereca ao cu.
O que seria baixar a calcinha?

E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a barbie grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.

Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança.
Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso.

Mas doía e incomodava demais.
Queria matar minhas amigas.
Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso.
Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.


A.D

10 janeiro 2011

UMA ONÇA...


COM ORELHA DE BURRO, PERNA DE PASSARINHO E
PATA DE COELHO?
SERÁ?
ACHO, QUE VI UM GATINHO.



OBS: É MEU QUIQUITO TIRANDO UMA SONECA.

CARLA FABIANE

07 janeiro 2011

15 dezembro 2010

EU COM WILLIAM SHAKESPEARE...


"Aprende
que
quando
está
com
raiva
tem
o
direito
de
estar
com
raiva,
mas
isso
não
te
o
direito
de
ser
cruel."

18 novembro 2010

O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE...



O consumo de álcool pode fazer você pensar que está sussurrando, quando,
na verdade está gritando.

O consumo de álcool pode fager foxe valar coisas dexe zeito.


O consumo de álcool pode fazer você acreditar
que
ex-namoradas(os) estão realmente a fim
de receber um telefonema seu
às 4 horas da madrugada.

O consumo de álcool pode fazer você se virar ao acordar
e ver algo realmente escabroso deitado ao seu lado
(cujo nome e/ou espécie você nem consegue se lembrar).


O consumo de álcool é a principal causa
de inexplicáveis hematomas e galos na testa.


O consumo de álcool pode criar a ilusão
de que você é mais esperto, sedutor e forte do que um cara muito,
muito grande,
cujo apelido é Montanha.


O consumo de álcool pode levá-lo a achar
que as pessoas estão rindo COM você, e não DE você.


O consumo de álcool pode causar um desvio
espaço / tempo, onde um pequeno
(ou às vezes muito grande)
intervalo de tempo pode,
literalmente, desaparecer.


O consumo de álcool
pode realmente CAUSAR gravidez.


O consumo de álcool
pode fazer você dançar e cantar com total empolgação
- Vai Lacraia!!!

23 junho 2010

STOP...



Você vai fazer xixi nas calças...

Não consegui parar de rir, inho inho inho...


aahahahahahahhahhhahaha!
aahahahahahahhahhhahaha!

01 junho 2010

Homer Simpson...


O pensador do século!

Operador! Me dê o número do 911!

Eu não sou normalmente alguém que ora, mas se você estiver aí em cima, por favor me salve Superman.

Filho, quando você participa de eventos esportivos, não importa vencer ou perder: ÿ de quão bêbado você fica.

[Encontrando Aliens] Por favor, não me comam! Eu tenho mulher e filhos.
Comam eles!

Lisa, vampiros são faz-de-conta, como elfos, gremlins e eskimós.

Se algo está dando errado, culpe o cara que não fala inglês.

Quando eu vejo os sorrisos nas faces das crianças, eu sei que elas estão aprontando alguma coisa.

Eu não sou um cara mau!
Eu trabalho duro e amo meus filhos.
Então porquê eu deveria desperdiçar meio domingo ouvindo sobre como eu vou para o inferno?

Pai você fez um monte de coisas maravilhosas, mas você é um cara muito velho, e gente muito velha é inútil.

Bart, com $10.000 nós seremos milionários!
Nós poderíamos comprar todo tipo de coisas úteis como…
Amor!



Você sabe?


Por que as viúvas-negras e as fêmeas do louva-a-deus matam os machos depois do acasalamento?
Para impedir a sessão de roncos que vem em seguida.

11 janeiro 2010

Ouvido Masculino...


Muitas vezes se ouve dizer que as mulheres falam demais.

Mas não tem problema.

Porque o ouvido (seletivo) masculino escuta somente o que interessa.

Preste atenção. Quando a mulher diz:

- Esse lugar está uma bagunça, amor! Você e eu precisamos limpar isto.

Suas coisas estão jogadas no chão e você vai ficar sem roupas pra usar se não lavá-las agora mesmo.

O que o homem escuta?

- Blah, blah, blah, blah, AMOR,blah, blah, blah, blah, VOCÊ E EU, blah, blah, blah, blah,NO CHÃO, blah, blah, blah, blah, SEM ROUPAS, blah, blah, blah, blah, AGORA MESMO.

(Carlos Drummond de Andrade)

30 setembro 2009

Loira no Ônibus...




A loira entra no ônibus completamente vazio e senta-se num lugar qualquer.

De repente começa a chover e ela percebe que havia se sentado debaixo de uma goteira.

Mas continua ali, firme e forte, com a água pingando sobre a sua cabeça.

Depois de algum tempo, intrigado, o cobrador lhe pergunta:
- Ei, moça! Por que você não troca de lugar?

Ela abre os braços, mostrando o ônibus vazio pro cobrador e responde, com cara de desprezo:
- Bem que eu gostaria!
Mas vou trocar com quem?