Por isso, um cômico está em maior contato com a realidade.
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11 março 2014
Alberto Sordi e eu...
A vida é feita de três quartos de comédia e um de tragédia.
Por isso, um cômico está em maior contato com a realidade.
Por isso, um cômico está em maior contato com a realidade.
13 fevereiro 2012
Clarice Lispector e eu...
28 janeiro 2012
Clarice Lispector e eu...
26 janeiro 2012
O Vale da Inquietude...

Dantes, silente vale sorria.
Era um vale onde ninguém vivia.
Haviam todos partido em guerra,
deixando os doces olhos de estrelas
noturnamente velarem pelas
flores formosas daquela terra,
em cujos braços, dia após dia,
a luz vermelha do sol dormia.
Não há viajante que, hoje, não fale
sobre a inquietude do triste vale.
Lá, agora, tudo é só movimento,
exceto os ares, pesando, adustos,
nas soledades de encantamento.
Ah! nenhum vento move os arbustos
que vibram como as ondas geladas
em torno às Hébridas enevoadas!
Ah! nenhum vento essas nuvens guia,
murmurejantes, nos céus insanos,
e que se arrastam, por todo o dia,
sobre violetas, que alguém diria
serem milhares de olhos humanos,
e sobre lírios, de haste pendida,
chorando em tumba desconhecida,
tremendo; e sempre caem, com o perfume,
gotas de orvalho do flóreo cume,
chorando; e desce, nas hastes frias,
um pranto eterno de pedrarias.
Poema de Allan Poe
10 dezembro 2011
A NOSSA HIPOCRÍSIA DE CADA DIA...

A Nossa Vitória de cada Dia...
Olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia.
Não temos amado, acima de todas as coisas.
Não temos aceito o que não se entende porque não queremos passar por tolos.
Temos amontoado coisas e seguranças por não nos termos um ao outro.
Não temos nenhuma alegria que não tenha sido catalogada.
Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas.
Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos.
Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo.
Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda.
Temos procurado nos salvar mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de sermos inocentes.
Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer a seu contesto de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios.
Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar a nossa vida possível.
Muitos de nós fazemos arte por não saber como é a outra coisa.
Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa.
Falar no que realmente importa é considerado uma gaffe.
Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses.
Não temos sido puros e ingénuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer «pelo menos não fui tolo» e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz.
Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos.
Temos chamado de fraqueza a nossa candura.
Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo.
E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia.
Clarice Lispector
Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres
: : TRECHO : :
“Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de.
Apesar de, se deve comer.
Apesar de, se deve amar.
Apesar de, se deve morrer.
Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra pra frente.
Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida.
Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi.
E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero.
Mas quero inteira, com a alma também.
Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso.” (p. 26)
Deveria ser leitura obrigatória para todos que pretendem amar e ser amados por alguém.
Deveria ser leitura obrigatória para todos que pretendem amar e ser amados por alguém.
Espero, com este texto, que traz mais impressões do que informações, despertar o interesse de mais leitores.
É como se ela conseguisse traduzir num discurso compreensível toda a confusão e perplexidade que existe dentro da gente.
É como se ela conseguisse traduzir num discurso compreensível toda a confusão e perplexidade que existe dentro da gente.
E, muito mais do que complexa, eu diria que Clarice é sensível.
Tanto que conseguiu transformar uma simples história de amor num grande livro e, pra isso, não precisou recorrer a personagens fantásticos, paisagens incríveis ou a uma narrativa mirabolante.
Uma aprendizagem… não passa de uma história comum com personagens de carne e osso como eu e você.
Trata-se de Ulisses e Lóri, que se gostam, querem ficar juntos, mas ainda não estão prontos um para o outro. Ou melhor, Ulisses, mais velho e experiente, sente-se mais à vontade diante do amor, enquanto Lóri é uma aprendiz dos assuntos do coração.
Trata-se de Ulisses e Lóri, que se gostam, querem ficar juntos, mas ainda não estão prontos um para o outro. Ou melhor, Ulisses, mais velho e experiente, sente-se mais à vontade diante do amor, enquanto Lóri é uma aprendiz dos assuntos do coração.
E quem disse que é preciso aprender a amar?
Embora muita gente nem se dê conta disso, Ulisses e Lóri vão provar que sim, e que essa aprendizagem faz parte de um processo essencial (e prazeroso) de amadurecimento.
E tudo isso é passado ao leitor de uma forma incomum, num livro com poucos diálogos e quase nenhuma ação, que foge inteiramente à didática de cartilhas monótonas e previsíveis.
OBS: “Ela tem uma narrativa circular, sem começo nem fim”; “Clarice é intensa e subjetiva, entendê-la não é fácil”.
Eu a definiria como uma “bagunça com ordem”, ou ainda uma “desordem que faz sentido”.
18 novembro 2011
01 novembro 2011
Aliciamentos e Alucinações...

4 mg de insanidade
abstraio faminta o indecifráfel que devora
abstraio faminta o indecifráfel que me devora
e deitada sobre o limo da pedra, sob a insistência infinda de subverter as certezas do apego dos desgarrados, me chovo agora.
meu altar é carne de belezas sagradas. vermelhas e pálidas.
indecentes gemer de poros em atrito. solidão do beijo ao grito.
de olhos fechados, me embrenho em meu caleidoscópio labirinto de luz extasiada.
me expio por dentro e sorrio das minhas cicatrizes de incêndio apagadas
hoje, eu amanheci a madrugada, e quanto a isso, não há de se fazer nada.
em solo muda. nua. despida do inatingível do mundo.
e quando cairem ao meu redor, deuses de metal, lábios ou barro,
repousarei serena o sonho dos desertados.
pois talvez, sim, amarão os fragmentos de meus estilhaços.
caguei pros meus pecados!
(sheº
Quem sou eu
uma poeta performática, entusiasta do acaso, de idéias mirabolantes, parcerias intuitivas e afetos transcedentais...
Vinícius de Moraes e eu...

Soneto do Orfeu
São demais os perigos dessa vida
Para quem tem paixão, principalmente
Quando uma lua surge de repente
E se deixa no céu, como esquecida
E se ao luar, que atua desvairado
Vem unir-se uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher
Uma mulher que é feita de música,
Luar e sentimento, e que a vida
Não quer, de tão perfeita
Uma mulher que é como a própria lua:Tão linda que só espalha sofrimento,Tão cheia de pudor que vive nua.
20 outubro 2011
Clarice Lispector e eu...
15 outubro 2011
Cecília Meireles e eu...
07 outubro 2011
O Cavaleiro da Triste Figura.,,

Sou senhor destas terras, um fidalgo
De justas, a cavalo vou errante,
Armadura luzindo fulgurante
E o alazão Rocinante que cavalgo.
A Cruzada se perde, pois divago,
Um cavaleiro segue sempre avante;
Dois moinhos bufando flamejantes
São dragões neste sonho torto e vago.
Dulcinéia suspeita da tormenta
Este mal que alucina toda Mancha
Invadindo o profundo sofrimento
Deste corpo ferido que descansa
E acorda na tortura do lamento
Sem dragão, alazão ou Sancho Pança.
Dudu Oliveira.
06 outubro 2011
Gênice Suavi e eu...
04 outubro 2011
Goethe e eu...
12 setembro 2011
A elegância do ouriço...

"(...) meu pensamento profundo do dia: é a primeira vez que encontro alguém que procura as pessoas e que vê além.
Isso pode parecer trivial, mas acho, mesmo assim, que é profundo.
Nunca vemos além de nossas certezas e, mais grave ainda, renunciamos ao encontro, apenas encontramos a nós mesmos sem nos reconhecer nesses espelhos permanentes.
Se nos déssemos conta, se tomássemos consciência do fato de que sempre olhamos apenas para nós mesmos no outro, que estamos sozinhos no deserto, enlouqueceríamos.
Quando minha mãe oferece petisfours da casa Ladurée à sra, de Broglie, conta a si mesmaa história de sua vida e apenas mordisca seu próprio sabor; quando papai toma o café e lê o jornal, contempla-se num espelho do gênero manual de autoconvencimento ; quando Colombe fala das aulas de Marian, deblatera sobre seu próprio reflexo, e quando as pessoas passam diante do concierge, só vêem o vazio porque ali não se reconhecem.
Do meu lado suplico meu destino que me conceda a chance de ver além de mim mesma e encontrar alguém.
trecho extraído do livro: "A elegância do ouriço" de Barbery.
29 agosto 2011
Paulo Coelho e eu...
“Quero deixar minha alma livre, para que ela possa desfrutar de todos os dons que os espíritos possuem.
Quando isto for possível, não tentarei conhecer as crateras da lua, nem seguir os raios de sol até sua fonte. Não procurarei entender a beleza da estrela, ou a desolação artificial do ser humano”.
“Quando souber como libertar minha alma, seguirei a aurora, e buscarei voltar com ela através do tempo.
Quando souber libertar minha alma, mergulharei nas correntes que deságuam num oceano onde todas as águas se cruzam, e formam a alma do mundo”.
“Quando souber libertar minha alma, procurarei ler a esplêndida página da Criação desde o princípio”.
19 agosto 2011
Vinicius de Moraes e eu...

E porque você é uma menina com uma flor e tem um andar de pajem medieval; e porque você quando canta nem um mosquito ouve e você desafina lindo e logo conserta e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca.
E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim para ele, e ele escuta e não concorda porque ele é muito meu chapa, e quando você se sente perdida e sozinha no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho.
E porque você é uma menina que não pisca nunca e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação e você é capaz de ficar me olhando horas.
E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara-na-Vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que estou brincando.
E porque você é uma menina com uma flor e cativou meu coração e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro.
Para Uma Menina Com Uma Flor
03 agosto 2011
Clarice Lispector e eu...

Sou composta por urgências.
Minhas alegrias são intensas.
Minhas tristezas, absolutas.
Me entupo de ausências, me esvazio de excessos.
Eu não caio no estreito, eu só vivo nos extremos.
Eu caminho, desequilibrada, em cima de uma linha tênue entre a lucidez e a loucura.
De ter amigos eu gosto porque preciso de ajuda pra sentir, embora quem se relacione comigo saiba que é por conta-própria e auto-risco.
O que tenho de mais obscuro, é o que me ilumina.
E a minha lucidez é que é perigosa.
Se eu pudesse me resumir, diria que sou irremediável...
Gosto das idéias mais insanas...
Dos pensamentos mais complexos...
Dos sentimento mais fortes !
☆ "Se não for para me fazer voar bem alto, então nem me tire os pés do chão...
☆ E quando acaricio a cabeça do meu cão, sei que ele não exige que eu faça sentido ou me explique.
05 abril 2011
Meu coração sangra...
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